ENTRETENIMENTO A SERVIÇO DA EDUCAÇÃO E DA ESPIRITUALIDADE

A PALAVRA MÁGICA

 

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CAPITÃO MARVEL

Que palavra mágica você já pronunciou?

“Abracadabra”? “Hocus-pocus”? “Pirlimpimpim”? Ou foi “Pelos poderes de Grayskull”? Essas já fazem parte da cultura pop e tem o ‘poder’ de denunciar a idade de quem se lembra delas!

Mas será que existem palavras que trazem alguma qualidade fora do normal?

Lembra de alguma? E que tal “obrigado”, “por favor” ou “me perdoe”? Essas palavras, sim, tem poder. São capazes de aproximar indivíduos, encurtar distâncias e diminuir conflitos. Pena que são tão esquecidas hoje em dia. E, de forma oposta, existem outras palavras capazes de gerar indignação e revolta. Mas não vamos perder tempo com algumas dessas…

CAPITAOMARVEL1Falando em palavras mágicas, você conhece o Capitão Marvel? Se já tem cabelos brancos pode se recordar dos episódios da série de televisão. Ele também protagonizou um desenho animado, onde vivia aventuras ao lado da irmã, de um amigo, um tio e até um tigre falante.

Na galeria de vilões havia o Adão Negro, sua versão maligna, bem aterrorizante. Tinha até uma lagarta falante… uma lagarta!!! Dê um desconto, o Capitão Marvel foi criado por C. C. Beck e Bill Parker lá em 1939, para concorrer com o Super-Homem. Perceba a semelhança no tipo físico e na identidade secreta, de Billy Batson, um adolescente que trabalha como jornalista, numa rádio.

Ao contrário de Clark Kent, Billy não nasceu com esses poderes. Sua capacidade sobre-humana lhe foi dada por um mago, Shazam. Toda vez que Billy pronuncia essa palavra, ganha a sabedoria de Salomão, a força de Hércules, a resistência de Atlas, o poder de Zeus, a coragem de Aquiles e a velocidade de Mercúrio – todos, personagens da mitologia. E a palavra Shazam, aprenda, vem das iniciais desses nomes.

Pronunciando isso, um raio cai do céu e faz desaparecer o pequeno Billy, entrando em cena o Capitão Marvel. Uma mudança de corpos, mas não de mentes. Dentro do herói musculoso, continua existindo um adolescente – imaturo, inseguro, cheio de dúvidas sobre a forma correta de agir.

Deixando o heroísmo de lado, olhe para sua vida espiritual.

Que palavras mágicas tem pronunciado na relação com Deus? “Aleluia”, “ôh, Glória”, “o sangue de Jesus tem poder”, “está amarrado”, “sou filho do Rei”, “a paz do Senhor”… são tantas que se dizem por aí que fica difícil escolher. A maioria entra no vocabulário de maneira natural, pela convivência com outros cristãos. Até esquecemos o significado que possuem, de tão imersos que ficamos nesse “cristianês”.

Coitado de quem não faz parte do meio cristão e tenta acompanhar essa forma de viver. Confunde-se com metade do que é dito ou cantado. Ou você imagina que seja fácil compreender quem é o “leão de Juda”, “a noiva da Igreja”, “o cordeiro que tira o pecado do mundo”? Ou ainda, qual o sentido da “corça suspirando por água”?

Criamos uma barreira na comunicação do evangelho.

E, pior, divinizamos as palavras, dotando-as de poderes mágicos. E, assim como o Capitão Marvel, não evoluímos nosso interior. Continuamos a procurar o nosso “Shazam” – que às vezes pode ser um conjunto de palavras, de versos ou uma música. Acreditamos que, ao recitar isso ou aquilo, haverá um milagre ao nosso redor.

Se recitar só basta, porque até o diabo recitou a Bíblia, na tentação de Jesus no deserto.

Falando no Filho de Deus, não existe um poder na mistura das letras J, E, S, U e S. Nem é assim que o nome era pronunciado no original. E Deus nem fala português! O que faz o nome do Salvador belo e profundamente poderoso é a história que existe nele, tudo que representou para a humanidade e para a sua vida.

Pare de depender de uma palavra mágica. Você até pode encontrar o seu “Shazam”, mas vai continuar sempre um menino por dentro.

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