ENTRETENIMENTO A SERVIÇO DA EDUCAÇÃO E DA ESPIRITUALIDADE

ASSOMBRAÇÕES POR TODO LADO

CAÇA-FANTASMAS

Com pouco esforço é possível encontrar uma alma penada perto de você. Não se assuste. Nem pense que é necessário frequentar um centro, terreiro ou qualquer outro lugar onde espíritos dos mortos são invocados.

As almas penadas andam ao nosso redor.

Quem sabe você tenha cruzado com uma hoje. Saiu de casa, deu de cara com um vizinho e o cumprimentou. Mas não recebeu nem uma palavra em troca.

Talvez você estivesse dirigindo e levou uma fechada brusca. Como se você não estivesse ali; não valesse nada ou sequer tivesse importância.

Pior, quem sabe tenha feito uma gentileza a alguém e não recebido um aceno de mão sequer, em gratidão.

E será que você não teve o azar de pisar na sujeira do cachorro deixada na calçada?

Ou ainda, pode ser que você tenha passado mal e caído na rua. Por cima de você devem ter pulado um ou dois, imaginando que não tinham nada a ver com essa situação.

Pessoas assim existem. Aos montes. Dá para narrar um sem número de situações onde encontramos esses indivíduos. E esse povo, fale a verdade, não pode ser gente, não pode ser humano. Deve ser um bando de alma penada vagando por aí, sem sentimento, sem pele, sem emoção ou sem carinho. Gente vazia de consideração pelos outros ao redor.

Seres que parece que olham através de vocês – como se enxergassem uma outra realidade, algo que não pode ter relação com a humanidade.

Parecem almas penadas que vão e vem, vagando em outra dimensão, em formas ectoplásmicas. Parecem criaturas que assombram casas, prédios e museus, tipo aquelas perseguidas pelos Caça-Fantasmas. Lembra? Os heróis que rodavam por Nova York à procura desses seres assombrosos, assustadores e sorrateiros.

Algumas dessas assombrações se relacionam, convivem umas com as outras. A vida até parece normal, no convívio mútuo – se não fosse o vazio. São lençóis e geleias perturbadas, sem conteúdo. Montes de ossos, de trapos pré-históricos, pedaços de corpos.

O pior: algumas dessas criaturas fizeram até amizade com a morte, de tão próximas que são. Afinal, não sabem se relacionar com os vivos, apenas com outros falecidos.

Gente que se comporta assim, mas que ainda tem carne e osso, deve ter uma relação próxima com a morte mesmo. Porque o oposto da vida só pode ser a morte. E qualquer um que não tenha um mínimo de afeto pelas pessoas ao seu redor, a ponto de se importar com elas, não quer parceria com a vida.

São um bando de almas penadas habitando um corpo ainda quente, pulsante. E, ao contrário das assombrações capturadas e presas pelos Caça-Fantasmas, essa gente não sabe que morreu. E também não se dá conta da situação miserável em que se encontram. Acham bonito se comportar assim. Esses “espertalhões” pensam que conseguem tirar vantagem de tudo e que não há problemas em ignorar ou passar qualquer um para trás.

As almas penadas que nos cercam também já perderam a preocupação em voltar à vida. Porém, ainda há esperança.

Só tem UM que pode restaurar a vida de um ser humano. É aquele que pode caçar uma alma penada dessas, moderninhas, e trazê-la de volta à vida.

É o filho de Deus, que passou pela morte e ressuscitou. Ele não vagou por aí como um espírito perdido, não desistiu da vida. Retornou a ela, para concluir sua missão, antes de voltar para a companhia do Pai.

Que o Senhor tenha misericórdia de toda alma penada que nos rodeia, ainda em vida, e lhes dê uma chance de retomar a humanidade que perderam. E vai de retro, coisa esquisita.

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