ENTRETENIMENTO A SERVIÇO DA EDUCAÇÃO E DA ESPIRITUALIDADE

MORRENDO DE NOVO, TODO DIA

RESURRECTION MAN

O nome é esquisito mesmo, “Resurrection Man” ou “Homem Ressurreição”.

O personagem, da DC Comics, foi escrito originalmente por Dan Abnett e Andy Lanning, no fim dos anos 1990. Foram 27 revistas, entre 1997 e 1999, até que fosse trazido novamente à vida – com o perdão do trocadilho – no universo Novos 52.

A premissa é simples, mas abre uma diversidade de abordagens. Mitchell Shelley tem um dom único. Ele pode voar, emitir rajadas de força, ser invencível ou possuir qualquer outra habilidade. Mitch pode ter TUDO isso, mas uma coisa de cada vez… e só depois que morre e ressuscita.

Essa é a (mórbida) graça do personagem. Na série original, Mitchell não é capaz de chegar ao fim de uma história com vida. Morre, se não ao encerramento de cada edição, logo no número seguinte, para ressuscitar com outra habilidade e uma gama de possibilidades.

Assim, se nesta edição ele tem o poder de conduzir eletricidade, vai se envolver certamente em uma situação da qual não conseguirá sair com vida. E ressurgirá com outros poderes para, novamente, “tentar viver”. Às vezes o próprio dom o matará, como, por exemplo, uma radiação que ele propaga naturalmente e o contamina.

Parece mais perto da realidade do que acreditar que qualquer ser humano conseguiria combater o crime nas violentas metrópoles sem levar um tiro do primeiro marginal. Ou então que um alienígena seria capaz de enfrentar ameaças internacionais sem a perseguição e o temor das grandes potências globais. Ou que um homem correrá à velocidade do som sem ficar exausto ou sentir seu corpo quebrar ao meio.

Além de criativo, o “Resurrection Man” pode representar os desafios do cristão no dia a dia. Afinal, temos que morrer diariamente – morrer para nossa auto-confiança, vaidade, desejo de controle, insegurança, preconceito, avareza…

Haja morte! É só dar cabo de uma das nossas características e logo aparece outra, dominando nosso comportamento.

E assim vamos morrendo e ressuscitando, sob a misericórdia de Deus. Porque o “morrer-renascer” nos regenera e reafirma nossa dependência da eterna graça.

E assim, vivemos. De morte em morte, que pode ser no trânsito, no relacionamento conjugal ou familiar, no trabalho, na vida religiosa… Não esqueça que há esperança. Afinal, amor do Senhor é eterno.

“Homem Ressurreição”, na vida real, só tem um, Jesus Cristo. O único capaz de renascer, sim, a cada dia, de forma diferente no coração de quem O aceita. Só Ele venceu a morte para dar vida plena e eterna a todos.

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