ENTRETENIMENTO A SERVIÇO DA EDUCAÇÃO E DA ESPIRITUALIDADE

O ROBIN CRISTÃO

ASA NOTURNA

Richard começou a trabalhar com os pais desde pequeno. Como em qualquer família de baixa renda, era a alternativa para o menino não ficar sozinho em casa, abandonado à sorte. Para uma criança de oito anos, sem irmãos, não haveria companhia melhor.

Numa noite, o pai e a mãe de Richard foram mortos, na frente dele. Foi uma sabotagem, armação criminosa para pressionar o chefe da empresa.

A tragédia chamou a atenção de um homem que também teve a vida modificada, para sempre, por causa de um ato semelhante de violência.

Ao lado de Bruce Wayne, o Batman, Richard Grayson lutou contra o crime como Robin. Mas nas histórias em quadrinhos o tempo também passa, mesmo que em velocidade menor que na vida real. O Robin, surgido nos gibis em 1940, cresceu e não encontrou mais espaço debaixo do “manto do morcego”.

Decidiu seguir uma carreira solitária no combate ao crime, e se transformou no vigilante Asa Noturna. Deixou a vaga de Robin aberta para outro jovem, Jason Todd, que foi depois substituído depois por Tim Drake. E que já cedeu o lugar para Damian Wayne. Até agora…

Mas vamos nos ater ao primeiro Robin, Dick Grayson.

Nas mãos do escritor Chuck Dixon e dos artistas Scott McDaniel e Greg Land, Asa Noturna foi alojado numa cidade violenta, Bludhaven, com um vida particular rica em detalhes – o ex-Robin tem amigos, namoradas, um trabalho diurno… e até uma religião.

Ao que tudo indica, Richard Grayson é cristão.

O que nunca havia sido mostrado nos anos de convivência com Batman, ficou evidente em mais de um momento nas histórias do herói. O mérito vem do traço do artista Scott McDaniel, que já se declarou seriamente comprometido em levar pessoas a um relacionamento com Jesus Cristo.

Nas histórias assinadas pelos três, para a revista do Asa Noturna, os desenhos do apartamento de Dick ganharam CD’s do D.C. Talk e uma Bíblia da New International Version. Em um muro, numa das histórias, uma pichação “Jesus Salva”.

Chuck Dixon declarou que, quando era criança, tinha Tarzan e Batman como modelos para se aproximar de Jesus. Não vê porque não possa colocar essa mensagem em seus quadrinhos.

E Richard Grayson se aproxima muito do padrão de comportamento que estamos acostumados a ver em outros jovens. Dick teve várias namoradas, e se envolveu profundamente com algumas delas.

Um problema que foge do controle do escritor Dixon, porque um mesmo personagem pode aparecer em outras revistas, fora da sua série regular, em roteiros escritos por outros profissionais.

É a graça de Deus alcançando os heróis. O escritor das histórias do herói sabe que todos somos sofremos por uma natureza pecaminosa, o que significa que qualquer um comete erros e faz coisas que não são adequadas. Isso vale para qualquer um. Você. Eu. Cristãos. Robins. Asa Noturna. E o herói alcança o perdão de Deus, segundo Dixon – e segundo a Bíblia.

Porque, afinal, por mais que nossos atos possam tentar nos afastar de Deus – e do seu amor – isso não é possível. E a explicação é a graça.

Assim, se você aceita acreditar que Asa Noturna é um cristão, isso significa que ele não é perfeito. Vai cometer erros na vida. Isso faz dele um hipócrita? Não. Ser um cristão não significa ser perfeito – e, sim, buscar o perfeito amor de Deus, manifestado por meio de Jesus Cristo.

Na lista de sucessores de Batman, o nome de Dick Grayson é o primeiro da fila. Ele é um exemplo para outros ao redor. Já liderou grupos jovens e até mesmo a equipe mais poderosa do mundo dos quadrinhos, a Liga da Justiça.

É difícil não compará-lo a Davi. Dois modelos de liderança, modelos de redenção. Não viveram à sombra de seus antecessores, desenvolveram habilidades próprias e trouxeram muitos para viver sob seu cuidado.

Com homens assim, o mundo pode ficar mais perto do reino de Deus.

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