ENTRETENIMENTO A SERVIÇO DA EDUCAÇÃO E DA ESPIRITUALIDADE

AS MÃES

Você já pensou como deve ser angustiante a vida das mães de alguns personagens das histórias em quadrinhos?

Pense na mãe da Mônica.

É muito bom para o leitor fazer parte das brincadeiras e do desenvolvimento dessa baixinha raivosa, criada por Maurício de Sousa. Mas imagine o que passa no coração da mãe dela:

“Por que a minha filha não é comportada como as demais meninas?”
“Eu não sei mais o que fazer para essa menina deixar de brigar e arremessar o coelhinho de pelúcia nos coleguinhas!”
“E essa força, quando é que ela vai aprender a controlar isso?”
“Onde é que eu estou errando na educação da Mônica?”

Aqui ao lado, na Argentina, não é muito diferente. Quino brindou o mundo com a genialidade e sabedoria da Mafalda. Porém, vamos imaginar como a mãe dela lida com a filha:

“Nunca serei a mãe que a Mafalda gostaria de ter.”
“Esses questionamentos todos, quando será que vão acabar?”
“Será que a minha filha não vê todo o sacrifício que eu faço para cuidar da nossa casa?”
“Por que essa menina é assim, e não pode ser igual às filhas de minhas amigas?”

E se você acha que é um problema de relacionamento com meninas, ou apenas nas famílias latino-americanas, está enganado. Dizem que a maternidade é garantia de “padecer no Paraíso”, certo? Então, qual destino está reservado para a mãe do Calvin?

“Esse menino não pode ser normal.”
“Como corrigir esse comportamento? Todo dia ele apronta alguma coisa!”
“Por que o Calvin insiste em conversar com um tigre imaginário?”
“Quando é que ele vai se comportar como as demais crianças?”
“Onde é que eu estou errando?”

E assim com tantas outras mães… A da Magali deve se culpar pelo excesso de apetite da filha. Hipólita, a mãe da princesa Diana, nunca aceitou o fato da filha abandonar a ilha Paraíso para viver na sociedade dos homens, como Mulher Maravilha. May Parker, que criou o sobrinho Peter como filho, sempre se cobrou por não fazer mais pelo jovem, que é o Homem-Aranha.

Diane C. Person conta que, certa vez, buscou o pastor da igreja que frequentava para uma conversa:

– O que eu fiz de errado para causar os problemas de meu filho ? – perguntei.

Eu me sentia culpada por não ser uma mãe perfeita.

– Você crê que Deus seja perfeito ? – perguntou meu pastor.

– Sim.

– Você crê que Deus seja seu Pai ?

– Sim.

– E Deus não tem um monte de filhos imperfeitos ?

Que pensamento maravilhoso ! Deus, o Pai perfeito, tem filhos imperfeitos. Até o Pai perfeito não pode criar filhos perfeitos.

Deus deseja que você entregue sua culpa por não ser perfeito. Porque é impossível voltar no tempo e desfazer as decisões que tomamos, sejam nossas ou dos outros. E nem vamos acertar sempre. Mas temos, diariamente, a chance de um novo começo.

Deus nos ama, apesar das nossas falhas. E também apesar das falhas que nós exageramos. Nós, os imperfeitos.

 

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