ENTRETENIMENTO A SERVIÇO DA EDUCAÇÃO E DA ESPIRITUALIDADE

COM GRANDES RESPONSABILIDADES…

…VEM GRANDES PODERES

Um Homem-Aranha para uma nova geração.

Um herói que é adolescente, assim como o personagem original dos quadrinhos, vivendo os dilemas da adolescência e dos primeiros relacionamentos. O filme, com Tom Holland no papel do ‘teioso’, explora bem a relação de Peter Parker com seus poderes, os sonhos de se tornar um Vingador titular e… as humilhações da vida escolar.

Dono de habilidades únicas, Peter é o ídolo dos amigos e até da colega Liz, por quem é apaixonado. Mas sofre com as ‘brincadeiras’ de Flash Thompson e a impossibilidade de revelar suas capacidades extraordinárias. Afinal, com grandes poderes… vem grandes responsabilidades. Foi o que o tio Ben ensinou a Peter, antes de morrer. A frase, que se tornou um ‘provérbio’ da cultura pop, infelizmente não aparece nesse retorno do Homem-Aranha aos cinemas.

Órfão de pais biológicos, recluso, cheio de dúvidas…e altamente capacitado. Esse é Peter Parker. E também poderia ser uma velho personagem da Bíblia: Moisés. Acredite, tem muitas semelhanças entre as vidas de Moisés e do Homem-Aranha.

Muito, muito, muito antes de Peter Parker, Moisés já sabia bem o que é bullying. Foi adotado pela filha do faraó e criado na corte real, mas todo mundo sabia da sua origem verdadeira. Ou seja, era rejeitado nos corredores do palácio e também entre os hebreus. Pra piorar, tinha dificuldade para falar – o que significa, segundo a tradição judaica, que ele era gago:

“Perdão, meu Senhor, eu não sou um homem de falar, nem de ontem nem de anteontem, nem depois que falaste a teu servo; pois tenho a boca pesada, e pesada a língua.” (Êxodo 4:10)

E se Peter Parker acha que corre risco de morrer, enfrentando vilões e super-vilões no dia a dia, é porque não sabe o que Moisés passou. Ainda quando vivia como príncipe, na corte do faraó, um dia Moisés assumiu o ‘manto’ de herói e decidiu fazer justiça com as próprias mãos. Resultado: matou um egípcio que maltratava um hebreu, e teve que fugir do Egito para não ser morto.

Foi ai que esse homem começou a ser preparado para liderar o povo de Deus. Moisés aprendeu que, ao contrário do que ensinou o tio Ben, é “com grandes responsabilidades” que vem “grandes poderes”.

Deus jamais deixou de cumprir as promessas feitas a Moisés: ficou ao lado dele quando enfrentou faraó (Êxodo 3:12), falou por meio dele (Êxodo 4:11-12) e operou milagres por meio dele (Êxodo 4:3-8). E não foram poucos. Só as pragas lançadas sobre o Egito, foram 10 assustadoras provas do poder do Senhor.

Acha que o Homem-Aranha é poderoso, forte e ágil? Tá bom. E o que dizer de quem transformou água em sangue, convocou rãs, piolhos, gafanhotos e moscas, lançou praga em pessoas e animais, fez chover fogo, acabou com toda a luz por 3 dias e ainda abriu o Mar Vermelho, conduzindo um multidão gigantesca em segurança até o outro lado?

Na boa, Moisés foi o primeiro super-herói da história! E só não alcançou a terra prometida porque, um dia, meteu os pés pelas mãos. Esqueceu as “grandes responsabilidades” e se apegou aos poderes. Confiou na manifestação da força de Deus, e não na palavra dEle.

“Disse o Senhor a Moisés: Toma a vara, ajunta o povo, tu e teu irmão Arão. Na presença deles ordene à rocha que dê as suas águas. (…) Então Moisés ergueu o braço e bateu na rocha duas vezes com a vara. (…) O Senhor, porém, disse a Moisés e a Arão: “Como vocês não confiaram em mim para honrar minha santidade à vista dos israelitas, vocês não conduzirão esta comunidade para a terra que lhes dou”. (Números 20:8,11,12)

O que podemos aprender da relação entre Moisés e o Aranha?

Em primeiro lugar que, sim, qualquer poder recebido exige um comportamento responsável. Tio Ben tinha razão. Não importa se é uma criança, adolescente, adulto ou velho. Nem se é chefe, supervisor, gerente ou pastor. Vale sempre o mesmo. Existe um preço que pagamos para receber um ‘poder’.

Em segundo lugar, vale também o raciocínio oposto. Quando ganhamos uma responsabilidade – para a qual não achamos que temos capacidade, Deus pode nos ajudar. Vale o que nos ensinaram os antepassados; o Deus que nos chama é o Deus que pode nos capacitar. Peça, busque e se esforce.

E em terceiro lugar, não deixe que o ‘poder’ dirija seus passos – nem o poder que vem junto com a responsabilidade, nem o poder que dá origem a ela. Porque o maior ‘poder’ de Deus, que se manifesta diariamente nas nossas vidas, é a possibilidade de desfrutarmos do amor e paz que Ele nos dá. Isso é maior que qualquer milagre ou manifestação física do agir divino.

Baixar em PDF