ENTRETENIMENTO A SERVIÇO DA EDUCAÇÃO E DA ESPIRITUALIDADE

RELIGIÃO ARTIFICIAL

 

Existe uma nova forma de religião sendo criada nos laboratórios mais modernos de alguns que se dizem teólogos e servos de Deus.

Essa nova forma de religião tem a função de atender a todos os propósitos daqueles que a aceitam, ou a compram, como se fosse a satisfação total de suas necessidades.

Parece até que vem embalada para presente, mas na verdade, a intenção é fazer com que ninguém perceba que ela é artificial. Precisa parecer verdadeira, atender a tudo aquilo que imaginam ser natural a uma religião.

Para tanto, ela precisa ser pequena no começo, e crescer gradativamente. Necessita de fiéis – ou “androides” – que a sigam mais do que o verdadeiro manual de conduta cristã, deixado pelo Senhor dos céus. Precisa ter conceitos bem definidos, mesmo que apócrifos, mas bem definidos. Vai conter promessas de satisfação para aqueles que decidirem seguirem-na: saúde para todos, paz no coração, prosperidade nos negócios, status na comunidade.

Para que ela funcione bem, precisará de alguns cuidados bem específicos. Vai necessitar de pouca atenção aos seus princípios mais profundos, para que haja satisfação superficial. Por isso, terá que valorizar muito a felicidade dos membros, com muitas atividades sociais, cantos alegres e bem conduzidos por um belo conjunto – e uma pregação envolvente, com dirigentes especialistas em falar daquilo que cada coração quer ouvir. Nada de contradizer as pessoas, exortá-las ou mostrar os erros que estão trilhando. Isso poderá prejudicar o crescimento da religião.

E também não podemos deixá-la entrar em contato com outras religiões, mais antigas, que parecem nada de novo oferecer na forma e no conteúdo. Principalmente aquelas que dão ênfase total à Bíblia, como regra de fé e de prática.

Se um dia algum membro dessa nova religião deixar para trás tudo que havia de “moderno”, “artificial”, pode ser a hora de desligá-lo. O “andróide” da fé terá desenvolvido consciência. Não mais pode fazer parte do grupo.

Ele, então, vai vagar por aí, em busca de um sentido, perseguindo um sonho. Ouvirá da boca de um crente mais antigo que, em algum lugar da Palavra, existe a razão de ser da Igreja. Esse “ser” acostumado à religião mecânica – agora um rebelde – não medirá esforços para encontrar a verdade e a vida. Deixará as consequências e “pesos mortos” para trás. Não se importará com títulos, programações sociais, nem com riqueza ou a beleza do santuário.

Vai mergulhar em si e encontrar a definição própria, deixada pelo Filho de Deus. Sua função, desde o princípio da cristandade, é “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”. Nada mais pode importar tanto ou ocupar tal espaço.

Quando esse “androide” descobrir isso – e muito mais – terá recebido a promessa de uma vida sem limites, eterna. Que não é artificial.

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