ENTRETENIMENTO A SERVIÇO DA EDUCAÇÃO E DA ESPIRITUALIDADE

5 ORIENTAÇÕES PARA UM ROTEIRO DE QUADRINHOS

Publicado no Primal Studio

Por Marcelo Alves

 

Se procurarmos na internet, será bem fácil encontrar material para construir o seu roteiro de quadrinhos.

Então, o que vamos apresentar aqui são 5 dicas para melhorar ou fazer você prestar atenção quando estiver elaborando seu roteiro.

Só não esqueça que a técnica auxilia,  mas não pode jamais engessar o seu roteiro.

A seguir, vamos para as 5 dicas:

 

1 – Invista no seu personagem

O seu personagem precisa ser bem planejado. Não comece um roteiro sem ter muita noção do seu personagem. É um tiro no escuro que quase sempre dá errado.

Perca o tempo que for, pesquise, estude, saiba detalhes do seu personagem como aspectos físicos, psicológicos, seus conflitos e obstáculos, seus problemas. Crie um passado para ele, mesmo que o leitor não saiba (ou não precise saber).

 

2 – Muita atenção na virada de página

Você precisa criar pequenos ganchos no seu roteiro que provoquem a virada de página, que obriguem o seu leitor a querer continuar acompanhando a história.

O gancho nada mais é que um momento de suspense, dúvida que você apresenta para o seu leitor. E você precisa provocar esse sentimento no seu leitor.

Geralmente é no final da página ímpar que você instiga o leitor para que ele vire a página e continue a leitura.

 

3 – Planeje a descrição das cenas com o seu ilustrador

Isso não deveria ser um problema, mas às vezes ocorre. Se você escreve e ilustra, não há problemas. Porém se você vai trabalhar em dupla, você precisa conversar antes para definir a descrição da cena. É melhor que haja um acordo para não haver perda de tempo.

Você pode, por exemplo, descrever toda a cena que ele vai desenhar ou pode apenas destacar elementos principais que você quer naquela cena.

Aí depende muito da relação com seu parceiro de trabalho. Alguns, por exemplo, gostam de descrever toda a cena, deixando aberto para o ilustrador alterar (pode ser que fique melhor a cena, então por que não mudar?).

 

4 – Cuidado com a quantidade de quadros por página

Mais de nove quadros por página pode ser um problema. Muita informação e pode atrapalhar a leitura.

O ideal: de 4 a 6 quadros por página. Isso dá mais equilíbrio à leitura. Mas, claro, um quadro ou dois tem seus efeitos, assim como nove.

Neste caso, pode ser uma ferramenta para criar mais dramaticidade à cena, por exemplo. Mas se está em dúvida, fique com esse padrão ou estabeleça um padrão.

 

5 – Estude sempre os seus autores preferidos

Reveja seus autores prediletos. Faça a seguinte reflexão: o que eles apresentam que me deixa encantado? Estude essas quatro últimas dicas com seus autores.

Qual a quantidade de quadros eles utilizam por página? Como o personagem foi trabalhado? Qual é o conflito do personagem e seus obstáculos? Qual foi o gancho para a virada das páginas?

Com essas dicas, será mais fácil construir o roteiro da sua história em quadrinhos. E não se afobe em querer escrever rápido.

Trabalhe o seu tempo com pesquisa para aprimorar a sua história e seu personagem. Também procure reler seus autores preferidos com um olhar mais técnico.

 

Marcelo Alves é autor do mangá “Machado de Assis: Caçador de Monstros” e da minissérie em quadrinhos “Marvelous Cities: Belo Horizonte”

 

 

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