ENTRETENIMENTO A SERVIÇO DA EDUCAÇÃO E DA ESPIRITUALIDADE

A ESTRUTURA DE UMA HISTÓRIA

Por Emma Coats

Todos conhecem a Pixar, a gigante do entretenimento mundial, com mais de 19 prêmio Oscar da Academia, 8 Globos de Ouro e 11 Grammy Awards, entre muitos outros prêmios.

Além da perfeição técnica, a Pixar encara a história como o principal patrimônio de cada uma de suas produções. Os roteiros são desenvolvidos por anos com o objetivo que cheguem perto da perfeição na técnica narrativa e na construção dos personagens.

Para que seus criadores foquem no aperfeiçoamento de cada roteiro, a Pixar criou 22 regras simples. (Na verdade, ideias soltas coletadas em reuniões de criação, coletadas por uma das artistas do estúdio).

Aqui vão as regras práticas (em tradução livre):

1 – Um personagem é mais admirado por tentar alguma coisa do que por ser bem sucedido.

2 – Tenha em mente que manter uma audiência interessada é mais importante do que se divertir como escritor. As duas coisas podem ser bem diferentes.

3 – Seguir um tema é importante, mas você não vai saber sobre o que é sua história até chegar ao fim dela. Agora reescreva.

4 – (Preencha os espaços em branco): “Era uma vez_________. Um dia __________. Por causa disso, ____________.Por causa disso,______________. Até que finalmente_________.”

5 – Simplifique. Mantenha o foco. Funda personagens. Evite os desvios. Você vai se sentir perdendo material valioso, mas está se libertando.

6 – No que seus personagens são bons e onde se sentem confortáveis? Jogue neles o elemento diametralmente oposto. Desafie seus personagens. Como eles lidam com isso?

7 – Decida seu final antes de acertar o meio da história. Sério. Finais são difíceis, mantenha seu foco lá na frente.

8 – Termine sua história mesmo que não esteja perfeita. Num mundo ideal você tem os dois. Melhore da próxima vez.

9 – Quando você não conseguir avançar, faça uma lista do que não deve acontecer em seguida. Muitas vezes o material que vai libertar você aparece dessa lista.

10 – Separe as histórias das quais você gosta. O que você gosta nelas é parte de você. Você deve reconhecer isso antes que possa usa-la.

11 – Colocar no papel/computador permite que você comece a melhorar o que fez. Se uma ideia perfeita fica na sua cabeça, você nunca vai dividi-la com ninguém.

12. Dispense a primeira ideia que apareceu na sua cabeça. E a segunda, a terceira, a quarta, a quinta – tire a obviedade do caminho. Surpreenda-se.

13. Faça seus personagens terem opiniões. Personagens passíveis e maleáveis são mais fáceis de serem escritos, mas representam um veneno para os espectadores.

14. Por que você deve escrever ESTA história? Qual a crença queimando dentro de você que a alimenta? Este é o coração da sua narrativa.

15. Se você fosse seu personagem numa determinada situação como você se sentiria? A honestidade trás credibilidade a situações impossíveis.

16. O que está em jogo? Dê uma razão para a audiência torcer pelo personagem. O que acontece se ele não for bem sucedido? Liste as possibilidades contra o personagem.

17. Nenhum trabalho é desperdiçado. Se não está funcionando, siga em frente – o trabalho feito voltará a ser útil mais adiante.

18. Você tem que se conhecer. É a diferença entre dar o melhor de si ou apenas ficar ansioso. A história tem a ver com testar possibilidades e não filtrar ideias.

19. Usar coincidências para colocar personagens em encrenca é muito bom. Usar coincidências para tirar seus personagens de encrencas é enganação.

20: Exercite: pegue os blocos narrativos de um filme que você não gosta. O que você faria para rearranjar esses blocos do seu jeito?

21. Você deve se identificar com a situação e os personagens que cria, não apenas escrever de um jeito “bacana”. O que faria você agir do jeito que eles agem?

22. Qual a essência da sua história? Qual a maneira mais econômica de contar essa história? Se você já tem essa resposta, pode construir mais possibilidades a partir dela.

Publicado pela Academia Criativa

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