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APRENDER HISTÓRIA… NUMA HISTÓRIA EM QUADRINHOS

Publicado em Histérica História

A aprendizagem em História pode ser bem mais prazerosa com o uso de algumas ferramentas, como o cinema, o teatro, os desenhos animados ou as histórias em quadrinhos. Então, segue uma relação de HQ’s com os respectivos temas históricos que elas abordam.

 

 

Asterix e Obelix, de René Goscinny e Abert Uderzo

Como é uma série, aborda várias culturas da Antiguidade, e ensina costumes dos bárbaros (uma vez que os heróis Asterix e Obelix são gauleses, portanto bárbaros que povoaram o norte da atual França), dos romanos (já que são eles os inimigos dos gauleses) e dá uma boa passada por vários outros povos, tais como os egípcios ou os antepassados de ingleses.

 

 

Príncipe Valente, de Hal Foster

Série de tiras em quadrinhos de onde se pode tirar cenas que, mesmo ‘romanceadas’, nos remetem a alguns usos e costumes da sociedade medieval, com seus cavaleiros, princesas, vilões (aqui entendidos como moradores das vilas medievais), bem como da nobreza feudal (os reais vilões dessa história e da História).

 

 

 

X-Men (1963), de Stan Lee e Jack Kirby

O período de luta pelos direitos civis dos negros nos EUA, na década de 1960, pode ser analisado na disputa entre os personagens Professor X (Charles Xavier) e Magneto (Eric Magnus), nos quadrinhos da Marvel. Essa série foi inspirada na disputa ideológica real entre os dois líderes do Movimento pelo Direito dos Negros: de um lado, Martin Luther King Jr. (que, como o Professor X, nas HQ’s, pregava a coexistência pacífica entre os povos) e Malcom X (que, como Magneto, que achava que os mutantes deveriam eliminar os humanos, acreditava que os negros deveriam acabar com os brancos).

 

Os Fradinhos (1964), de Henfil
Um bom caminho para aprender mais sobre a política e a cultura dos anos de Ditadura Militar no Brasil. As HQ’s de Os Fradinhos, do cartunista brasileiro Henfil, foram publicadas durante todo o período de 21 anos de Ditadura Militar (bem como outros de seus personagens, todos sempre muito ‘engajados’ no contexto histórico em questão).

 

Fritz, the Cat (1965), de Robert Crumb
Para quem quer aprender, numa espécie de “curso rápido”, o que foi a Contra Cultura da década de 1960, pela ótica de Robert Crumb. Nas ‘epopeias’ desse gato vagabundo e junk estão o amor livre, os shows de rock, as revoluções estudantis, as conspirações da CIA e até mesmo a corrida espacial, que remonta ao pano de fundo geral da própria Guerra Fria.

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