ENTRETENIMENTO A SERVIÇO DA EDUCAÇÃO E DA ESPIRITUALIDADE

ENSINANDO COM HQS (SEM SABER DESENHAR)

Com relação ao uso dos quadrinhos como recurso pedagógico, geralmente se esbarra na dificuldade por parte de algumas crianças, jovens e adultos em desenhar. Frente a isto, o pesquisador Edgar Franco indica três maneiras diferentes de se trabalhar com essa ferramenta como alternativas ao desenho em si, são elas: por meio de fotografias, colagem e técnicas tridimensionais.

A primeira gera as famosas – e fora de moda – fotonovelas, que passam hoje a ser mais facilmente realizáveis por não necessitarem de revelação.

Essa técnica consiste em realizar uma sequência de fotos que desencadeiem uma série narrativa.

As crianças podem convidar os amigos, parentes e colegas como elenco da história.

Após a sessão de fotos, uma das opções é imprimi-las e montar os balões e ordem dos quadros manualmente, ou, se preferirem, usar as fotos digitalmente diagramando as HQs no meio digital, sob suporte de um software como o Commeko – que é gratuito e de domínio intuitivo.

Na técnica de colagem os alunos devem usar imagens diversas adquiridas de outras fontes, como revistas, jornais ou mesmo escolhidas para impressão. O sistema é similar ao da fotonovela, mas implica em não usar fotografias propriamente ditas. Franco aponta esse método para ser realizado, em especial, por grupos em que cada indivíduo colabora com uma parte da história, criando assim uma longa narrativa coletiva.

A terceira indicação, técnicas tridimensionais, é a que mais foge do convencional. A partir dela os alunos criam formas concretas como esculturas ou pequenos bonecos modeláveis.

Com eles prontos, dependerá da criatividade de cada um montar o melhor jeito de encadear essas formas de maneira a dar sequência a uma boa narrativa.

Franco lembra ainda das diversas possibilidades de criação por meio de softwares como o HagáQuê, desenvolvido por Sílvia Amélia Bim – para a dissertação de mestrado – em parceria com Eduardo Hideki Tanaka, sob orientação da Prof. Dra. Heloísa Vieira da Rocha, da Unicamp.

“O HagáQuê foi desenvolvido para facilitar o processo de criação de uma história em quadrinhos por crianças ou pessoas sem nenhuma experiência com o uso do computador, no entanto possui recursos suficientes para não limitar a imaginação dos criadores”.

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Trecho de “Universos Ficcionais Infantis na Histórias em Quadrinhos: crianças também podem criar?”, de Matheus Moura Silva, publicado no livro “Histórias em Quadrinhos e Práticas Educativas – O trabalho com universos ficcionais e fanzines”, Editora Criativo, capítulo 3, página 51.

 

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