ENTRETENIMENTO A SERVIÇO DA EDUCAÇÃO E DA ESPIRITUALIDADE

CRISTO NAS INFINITAS TERRAS

Imagine se você não tivesse terminado aquele relacionamento da adolescência. Ou se tivesse aceitado a proposta de emprego que, um dia, rejeitou. E se houvesse decidido mudar de cidade, com sua família. Pense, ainda, como tudo seria se aquela pessoa tão querida não tivesse partido. Decisões e situações que, se fossem diferentes, poderiam fazer a sua vida seguir por um caminho absolutamente outro.

Agora, pense como seria se todas essas possibilidades existissem, ao mesmo tempo, em vibrações diferentes. Seriam todas as versões suas, por aí, em planetas semelhantes ao nosso, naquilo que os quadrinhos chamam de universos paralelos, as Infinitas Terras.

Esse conceito de universo múltiplo, ou multiverso, foi criado pela DC Comics na década de 1940, a Era de Ouro dos quadrinhos. E ganhou fôlego anos depois quando o Flash aprendeu que poderia vibrar suas moléculas e transitar de uma versão da Terra para outra. Aí, virou uma festa. O Flash de antigamente podia encontra o Flash atual. Assim como o Batman mais velho, casado, da chamada Terra-2, poderia receber a visita da sua contraparte mais nova.

Existe uma Terra só com versões “bizarras” dos personagens clássicos. Outra, só com heróis da Era de Prata. Existe também uma Terra com heróis do período que antecede a Segunda Guerra Mundial.

Até um planeta invertido, no qual todos os heróis são vilões. Nela, o único benfeitor é, vejam só, Lex Luthor. Também tem um planeta só com animais falantes, e por aí vai.

Com isso, o leitor de quadrinhos pode conhecer uma realidade na qual o Superman foi criado na União Soviética, em plena Guerra Fria; outra na qual Batman e Superman se casaram e tiveram filhos com suas respectivas esposas, e até uma onde as tragédias que deram origem aos heróis não se sucederam da maneira como sabemos.

As possibilidades são tantas que a DC Comics já teve que organizar essa confusão mais de um vez – acabando com alguns planetas e juntando outros. Foi aí que surgiu a Crise nas Infinitas Terras. Mas isso não colocou um fim no conceito de multiverso.

Se isso não fosse apenas uma teoria dos quadrinhos, você já imaginou como as suas versões paralelas seriam? O seu ‘outro eu’ que recebeu uma educação diferente, que escolheu uma profissão que até hoje nunca lhe passou pela cabeça ou que foi parar num canto nunca imaginado? Você com mais ou menos irmãos? Você numa diferente formação espiritual?

Será que teria a curiosidade – e a coragem – de encontrar as outras versões de si?

E já pensou como seria um mundo no qual Jesus Cristo, o filho de Deus, não tivesse encarnado e nascido como um bebê? Imagine uma Terra na qual os homens e mulheres seguiram um caminho diferente, de arrependimento e de temor a Deus! Uma Terra redimida pela mensagem pregada pelos profetas e pelo testemunho do poder do Senhor… Será que Deus enviaria o seu filho, mesmo assim, para testemunhar desse amor divino, consolidando um reino de paz entre homens e mulheres?

Poderia também um outro mundo onde Jesus viesse numa missão para acabar com a opressão sobre Israel. Talvez existisse até um outro Jesus que repetiria o que fez Noé, fazendo uma nova arca. Mas dessa vez, sem chuva, com os oceanos subindo e engolindo toda porção de terra. Quem sabe ainda haveria uma Terra onde Cristo viesse já adulto, descendo de uma nave espacial! São Infinitas Terras, lembre disso!

Ou, então, pense em outro universo, semelhante ao nosso. Com a mesma história da humanidade e os mesmos tropeços. Ali também, nessa outra Terra, Deus decide enviar seu Filho, Jesus, para trazer a mensagem de Salvação. O menino cresce, chega à vida adulta e começa o pregar o amor. Mas, ao contrário do que aconteceu na nossa Terra, nesse universo paralelo o Cristo é ouvido, por ímpios, gentios, romanos, gregos, ricos e pobres. Não há perseguição, ali. Só transformação de almas. A profecia do Velho Testamento se cumpre, e Jesus vem. E abala as estruturas do mundo. As pessoas passam a compartilhar aquilo que tem, os impérios são destituídos e uma nova forma de viver floresce. Cristo faz o amor brotar em todos. Sem cruz, sem morte. Será que poderia existir uma realidade assim?

É Jesus mesmo quem explica que isso não seria possível. Está em João 16:7-8: “Convém-vos que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador (Espírito Santo) não virá para vós outros; se, porém, eu for, eu o enviarei. Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo”.

Não existe universo paralelo quando o assunto é o história de redenção da humanidade. A missão de Jesus sempre foi morrer por nós, ressuscitar e voltar ao Pai. Para que o Espírito Santo viesse, trazendo a consciência do pecado e da justiça, Cristo tinha que beber do cálice.

Ele sabia que não poderia tomar um caminho diferente, nem mesmo gerar uma Crise nas Infinitas Terras. Havia uma missão a cumprir, que estava definida desde a fundação do mundo (Deuteronômio 18.15), com hora marcada para começar (João 12:23), com um roteiro definido (Isaías 53:8) e um final aguardado (Isaías 25.8) e glorioso (Daniel 7.13).

Não importa o universo. Se é a história da humanidade, tem o Cristo – nascido em forma da criança, para morrer e trazer redenção. Sempre haverá Jesus, Natal e Páscoa.

E em qual realidade você vive? Será que o ‘seu’ universo é um onde não existe esse Cristo? Onde não existe a possibilidade de redenção, de amor e comunhão? Para qual multiverso foi levado, ou no qual foi criado? Saiba que é mais fácil ‘transitar’ entre a sua Terra e aquela onde Jesus esperando por você, de braços abertos?

Não é preciso ter a super velocidade de vibração do Flash. O Salvador está além do tempo, batendo à porta do seu coração, querendo te acolher. Seja de qual mundo você vem, independentemente de como você é. Porque é dessa forma que você será estimado por Deus, por um amor que não é condicionado a qualquer forma.

Nesse múltiplo universo de Terras paralelas, Jesus não muda. Corra para ele.

Baixar em PDF